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Jornalismo público: informação, cidadania e televisão

JornalismoPublico

Autor: Danilo Rothberg

Ano: 2011

Publicação: Editora Unesp

Resumo: “Jornalismo público: informação, cidadania e televisão” trata de duas soluções específicas, em meio a muitas possíveis, aplicadas histórica e concretamente para se preservar a função democrática da atividade jornalística.

A primeira delas diz respeito aos serviços públicos de radiodifusão. O Capítulo I analisa de perto como eles se ergueram sobre a constatação das falhas dos mercados de comunicações – que ainda persistem mesmo após o advento das tecnologias digitais. Entre as experiências nacionais na área, uma destaca-se pelo prestígio acumulado em mais de 85 anos de atuação: a da BBC, que deve ser conhecida no contexto do sistema britânico e diante dos desafios de sua nova licença pública no quadro trazido pela digitalização das transmissões. Esse é o tema dos Capítulos 2 e 3.

Comparações com o Brasil são feitas em momentos pertinentes, uma vez que a ideia é considerar o contexto britânico como referência possível para a evolução do sistema brasileiro de radiodifusão pública, na esteira da transformação digital. E à medida que o jornalismo da BBC oferece modelos a serem seguidos, até mesmo as práticas de reportagem em veículos em competição no mercado brasileiro podem encontrar ali referências válidas – a exemplo, inclusive, do Reino Unido, onde a BBC ainda é vista como instituição que acolhe e estimula a realização plena do jornalismo.

Conforme se argumenta no Capítulo 3, a performance da BBC no campo do telejornalismo diário deve ser compreendida nos termos da pluralidade e do equilíbrio, características tidas como centrais da atividade jornalística comprometida com a cidadania. Diversos matizes teóricos dessas duas noções são recompostos a partir de autores centrais para a questão. E, para aclarar como esses elementos têm sido aplicados na prática, o Capítulo 4 traz um estudo de caso em torno de uma cobertura feita pelos canais de televisão BBC1 e BBC2 sobre temas políticos e econômicos.

Já a segunda solução enfocada pelo livro não envolve a atuação do Estado, mas sim o vigor dos próprios meios de comunicação, em conexão com seus públicos. Assim, o Capítulo 5 se apoia em ampla e recente literatura da área para reconstruir o percurso do chamado jornalismo público ou cívico, movimento que tomou forma na década de 1990 nos Estados Unidos, a partir de experiências de engajamento dos veículos com as comunidades que eles atendem, de acordo com propósitos específicos.
O prefácio é de Laurindo Leal Filho.

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