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Radiodifusão educativa no ensino superior: TV universitária de Uberlândia – Percepções e Perspectivas

Autor: Fabiano de Moura Goulart 

Ano : 2012

Instituição: Programa de pós graduação em educação, da Universidade Federal de Uberlândia - Mestre.

 

Este trabalho teve como objetivo descrever e analisar qualitativamente a trajetória da Televisão Universitária (TVU) da Fundação Rádio e Televisão Educativa de Uberlândia (RTU), conveniada com a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) no período 1996-2011. Para tanto, foi realizada uma pesquisa documental e biográfica com intuito de avaliar, à luz do materialismo histórico-dialético, qual o impacto social da TVU na realidade concreta. A análise histórica do marco regulatório da radiodifusão brasileira e o estudo das políticas públicas aplicadas às TV’s universitárias no ensino superior demonstram que estas não vêm cumprindo satisfatoriamente os seus propósitos constitucionais. Dentre outras dificuldades, tal fato se deve: à ausência de recursos públicos especificamente destinados para atender as suas funções; interferência de interesses mercadológicos; falta de compreensão sobre a função e importância institucional no interior das administrações universitárias; e significativa resistência do corpo docente ao emprego e utilização pedagógica das tecnologias de comunicação. Foi observado que tais dificuldades foram também vivenciadas pela TVU, desde sua criação em 1988, como concessão do Estado à RTU. Nesse contexto, as representações dos gestores e produtores de conteúdo que trabalharam na TVU, no período 1996-2011, demosntram que estes conviveram com estas dificuldades, apesar do Governo Federal promover debates nacionais e um Conferência Nacional de Comunicação (em 2009) que incluiu às TV’s universitárias. Dentre outros aspectos, estes debates ratificaram um sentimento dos setores progressistas da sociedade, relacionado à necessidade de se estabelecer um novo marco regulatório para a radiodifusão educativa no país. Uma análise das pesquisas de opinião realizadas pelas comissões próprias de avaliação da UFU revelou que entre 2001 e 2005 somente 8% da comunidade assistia a TVU em busca de informação institucional, e que 54% dos docentes consideraram “ruim a regular” os serviços de comunicação ofertados. No ano de 2010, valendo-se de uma metodologia que estabeleceu um recorte de frequência igual ou superior a 70%, a TVU apareceu somente na categoria dos servidores técnicos-administrativos, com uma frequência de 73%. Mediante os dados obtidos na presente pesquisa, considera-se fundamental garantir a existência das TV’s universitárias. Para tanto, sugere-se uma ampliação do debate a respeito de seu papel institucional como instrumento contra-hegemônico de formação e difusão de saberes e conhecimentos, bem como garantir dotação orçamentária, com recursos públicos, como forma de superção de suas dificuldades financeiras e estruturais crônicas.

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